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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

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O CARNAVAL É NOSSO! URSO CANGAÇÁ DE ÁGUA FRIA




E para fechar o quadro O Carnaval é nosso! Nada melhor que apresentar para vocês o historiador do Urso Cangaçá de Água Fria, Marcio Luna. Além de ser Coordenador educativo do Cais do Sertão ele confecciona adereços, alegorias e desfila no bloco. Confira a entrevista:


VIVA: Quanto tempo tem o Urso Cangaçá?

Marcio Luna: Está desfilando desde 1983 até os dias atuais. Tem trinta e dois anos.

VIVA: Quais são os pólos em que o Urso passa?

Marcio Luna: Várzea, Morro da Conceição, Brasília Teimosa e no próprio bairro onde o bloco surgiu, em Água Fria.Os desfiles acontecem toda terça-feira de Carnaval.

VIVA: Existe algo específico quanto à temática?

Márcio Luna: Ano passado como estávamos em ritmo de Copa do Mundo o tema foi sobre a Copa em Pernambuco e para este ano vamos homenagear J Borges que é um patrimônio vivo em xilogravuras.

VIVA: Como são as atividades para confecção do figurino?

Márcio Luna: Utilizamos algodão cru, camisas brancas e tenho um primo chamado Paulo Duarte que compõe todo ano as músicas dos homenageados para o Urso Cangaçá. Além de ter costureiras e outras pessoas que trabalham em equipe cada um com sua função para que assim as pessoas possam ver nosso trabalho final.  A exigência da Prefeitura é que desfile pelo menos cinqüenta pessoas, mas com o passar do tempo o grupo foi crescendo temos uma média de cento e vinte pessoas que desfilam conosco.

                                                             Foto|Crédito: Elisane Pereira


Pessoal, espero que vocês tenham gostado do Quadro que trouxemos pessoas que realmente trabalha duro nos bastidores para que os desfiles das agremiações, blocos, caboclinhos e troças saiam devidamente organizados. PALMAS PARA ELES!!


E tenho um convite a fazer: Amanhã a partir das 18h concentração no Marco Zero para começar de fato o Carnaval 2015 que já está nas ruas e ladeiras. Folião que é folião brinca consciente! Bom Carnaval a todos e simbora FREVAR minino!!!
Publicado por: Antônio Neto - 02:37

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

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"O CARNAVAL É NOSSO!" Costureiras da Agremiação Bola de Ouro


O Clube Carnavalesco Misto Bola de Ouro um dos mais tradicionais da cidade, foi fundado em 1915, na Rua da Bola, em Santo Amaro, e neste ano é o homenageado do Carnaval do Recife. Mas para que essa agremiação seja sempre destaque nas ruas e avenidas, se faz necessário a presença de muita gente, inclusive de costureiras, que é para dar um charme e um toque especial nas fantasias. O quadro "O Carnaval é nosso!"  entrevista hoje as costureiras que dedicam exclusivamente seu tempo para deixar tudo pronto para as pessoas que irão desfilar nas ruas e avenidas.  Dona Conceição Souza e a Dona Marta Sobral, dão vida ao figurino do Clube Bola de Ouro. E claro que a gente do viva foi querer saber da preparação dessas fantasia, veja como foi a entrevista: 

Foto Elisane Pereira

VIVA: Quantos anos a senhora (Maria da Conceição) costura para o Bola de Ouro?
CONCEIÇÃO SOUZA:No geral trabalho há mais de trinta anos com a costura. Para o Bola de Ouro comecei em 2011, já tem uns quatro anos. E há três anos fazendo fantasias, me sinto realizada na costura, independente do que estou costurando, mas parece que no carnaval, o prazer é maior. Vê a fantasia que você faz, ali tão bonita da um orgulho danado. 

VIVA: E já trabalharam para outras agremiações?
MARTA MARIA SOBRAL: Eu já trabalhei para a Galeria do Ritmo e Quadrilha junina Tradição por cinco anos, é muito bom ver o seu trabalho vestido, fico muito orgulhosa também.
VIVA: Como fica determinado o tempo de entrega das roupas?
CONCEIÇÃO SOUZA:Os tecidos começaram a chegar finalzinho de novembro e como nos preocupamos em arrumar as coisas para festa de fim de ano, começamos em janeiro e o prazo para entrega tem que ser uma semana antes do carnaval. São em torno de 70 peças, a correria é grande, mas vale a pena.
VIVA: O que acontece geralmente na hora da entrega das roupas para o pessoal?
CONCEIÇÃO SOUZA:Acontece de tudo que você imaginar , às vezes fica apertado em uma pessoa, folgado em outro, tem que ajeitar na hora, ai levamos agulha, tesoura e alfinete no momento do desfile, para ajustar (risos).
VIVA: Como se sente ao costurar para o Bola de Ouro?
CONCEIÇÃO SOUZA:Realizada, muito feliz e amando o que estou fazendo que é a arte de costurar. Costuro com a minha prima (Marta Maria Sobral), então o trabalho fica mais alegre, descontraído, entre uma risada e outra um ponto de costura é criado, carnaval aqui em casa é sempre muito animado, o povo aqui respira carnaval, eu também gosto, sabe? Costurar para a agremiação homenageada do Carnaval do Recife não é pra qualquer uma não. Espero que o Bola de Ouro ganhe, ai a alegria vai ta completa! 

Foto|Créditos: Elisane Pereira


E você, gostou de conhecer um pouco da história das costureiras do Bola de Ouro? Tá pensando que costurar é fácil? E fazer máscaras para cair na folia, será que é difícil? Aguarde o nosso próximo quadro e arrase no look! 



Para você que ficou interessada no trabalho das costureiras, segue o contato:

Conceição Costureiras
Horário de Atendimento: 09h as 19h (Seg a Sexta), Sábados: 10h ás 16h. 
Telefone: (81) 8358.2732 (falar com Conceição)




Publicado por: Antônio Neto - 15:00

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

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"O CARNAVAL É NOSSO" com Natalí Falcão

Sem eles não haveria Carnaval... já pensou a sua banda favorita parar de cantar por falta de planejamento? E se aquela troça ou bloco carnavalesco não conseguir se apresentar por falta de uma peça de roupa ou algum acessório? E aí, o que fazer? É para isso que os figurinistas trabalham arduamente para manter tudo bonito aos olhos de quem espera o ano inteiro pela apresentação. Os bastidores é a principal causa de manter tudo organizado, padronizado e sem que ocorram maiores dores de cabeça, porém como há sempre em qualquer grande evento suas falhas, estas são superadas pelo desempenho mostrado em palco.

E no quadro de hoje, O Carnaval é Nosso! , entrevistamos a Carnavalesca do Caboclinho Kapinawá, Natalí Falcão que vai nos contar um pouco sobre a história do grupo e sua participação.



VIVA: Como começou sua história no Kapinawá?

NATALÍ: O Carnaval começou muito cedo pra mim, desde o início sempre fez parte da minha vida, meu avô (por parte de pai) é fundador do caboclinho, minha tia começou dançando, inclusive meu pai e minha mãe se conheceram no caboclinho. Os ensaios aconteciam no campo próximo a minha casa , minha mãe sempre  acompanhava os ensaios, quando o meu pai viu minha mãe achou ela bonita e ficou dançando pra ela (risos). Namoraram, casaram e minha mãe dançava e ensaiava grávida de mim. Então desde embrião vivi naquele meio cultural, desde pequena via meu pai fazendo capacete, os figurinos, eu tinha muita vontade de dançar, meu pai e meu avô nunca me deixavam dançar por ser nova. Tinha quatro ou cinco anos e não era permitido criança nas agremiações, tinha que esperar completar sete anos, eu esperei meus sete anos,comecei a dançar, a me apresentar e comecei a me apresentar como destaque, atrás do porta estandarte. Mais tarde passei a participar do grupo Guerreiras, a casa fica cheia de gente, mostrando coreografia,fiquei vendo essa união.

VIVA: Como se sente por trás dos bastidores?

NATALÍ: É muito legal quando, por exemplo, você sai na rua e a pessoa olha aquela sua roupa e pede para tirar uma foto com você, e você imagina todo aquele tempo que passou bordando, comprando as coisas, pensando no que fazer e como fazer aquilo, e de repente ver o seu trabalho reconhecido, ver o seu trabalho ali, pronto. É um misto de felicidade mesmo. O caboclinho tem seus diretores, formado por grupos, cada grupo tem seu diretor e no meu caso a diretora do grupo pensa em alguma coisa e em reunião discutimos e aos poucos vai colocando a ideia em prática, a gente chega a passar noite acordadas, chega a dormir na casa da minha tia onde se reúnem as pessoas do grupo as Guerreiras e lá às vezes não tem cama pra todo mundo, dormimos no emborrachado que é um dos materiais que a gente usa pra fazer roupa e dorme no chão, se acorda feliz e já acordamos bordando, colocando pena, escolhendo pena...

VIVA: E como é o preparo, dois meses antes?

NATALÍ: Começou em janeiro desse ano, passando já à noite acordados.

VIVA: E a escolha do tema para confeccionar, como se faz?

NATALÍ: Na verdade não tem uma temática, a gente primeiro escolhe as cores e os diretores começam a discutir as cores para dar um equilíbrio visual, para não ter repetição de cores, a minha por exemplo vai ser rosa e verde, outro escolhe uma cor que não distorça das outras, os grupos vão ficar em sequência, cada grupo tem seu tema, às vezes não é um tema fixo, é um tema abstrato. Por exemplo, ela (diretora) viu um símbolo muito bonito, gostou daquele símbolo e nele há um significado que está na beleza dele.

VIVA: Como você se vê nas duas vertentes, bastidores e à frente do caboclinho?

NATALÍ: No caso eu também danço, faço minha roupa para eu dançar, eu adapto minha roupa, vou lá na avenida e danço. A alegria de estar ali representando a cultura e ver todas aquelas pessoas prestigiando você, o seu trabalho e mais tarde ver os resultados... na escolha no ano passado o grupo foi campeão e você vê realmente que valeu a pena todo o esforço. Me sinto realizada carnavalescamente (risos). 
Acervo pessoal, Natalí Falcão

 Então, gostou da nossa primeira matéria desse quadro? Aguarde as próximas postagens! E já adiantando... Próxima semana duas grande costureiras do nosso carnaval.   Fique ligado, até mais!


Publicado por: Antônio Neto - 13:00